Lei de causa e feito: como equilibrar nossas ações com a dualidade do universo?


Nem tudo dá certo na vida: a perda do emprego, o término de um relacionamento, o carro que enguiçou no trânsito, uma doença ou operação inesperada. O resultado? Sofremos. Passamos raiva ou tristeza. Na filosofia yogui, viver feliz é aceitar que todos sofrem. A vida é feita de dualidades: luz e sombra, alegria e tristeza, por exemplo. 

O yogui sabe desfrutar do momento positivo, mas não se perturba se o perde. E, acima de tudo, sabe ver na dor um desafio para a evolução da alma, que sem as decepções, se perderia no mundo de maya (ilusório) onde os prazeres são muitos, mas jamais satisfatórios. A filosofia yogui ressalta que a causa do nosso sofrimento é que desconhecemos o nosso verdadeiro Eu, nossa origem na divindade que habita em nós. Isso leva ao sofrimento, porque nos apegamos apenas a busca material para obter felicidade. Mas como fazer a transição para uma consciência interior? Conheça seu dharma, o seu propósito de vida. A partir daí vamos recorrer aos yamas e nyamas, os princípios de boa conduta Segundo a ética do yoga.

Pratique
ahimsa, a não violência contra você mesmo, escolhendo ações e práticas que lhe façam bem e que não agridam ninguém. Siga satya, a verdade, aquilo que você acredita ser autentico e verdadeiro em você mesmo. Para isso você vai precisar de asteya, a integridade e aparigraha, o desapego do resultado de suas ações. Você vai precisar de tapas, disciplina para continuar nesse caminho, pois você estará saindo da sua zona de conforto. Para tudo isso pratique  swadhyaya, o estudo das suas reações.  Assuma o seu propósito de vida e o universo vai começar a conspirar em sua favor. Daí entramos na lei de causa e efeito. Ao colhermos o que semeamos, não como um castigo, mas como um efeito.

A teologia nos ensina que somos castigados por causa de nossos pecados, porém, o conhecimento mais elevado esclarece que somos castigados em nossos erros, e não por causa deles. Assim, a alma humana está sempre aplicando a prova da experiência e adquirindo sabedoria. Ela vai notando como determinados atos são prejudiciais, como ações ou estilos de vida, e evita-os no futuro. Se pudéssemos apagar as experiências ruins que tivemos em nossa vida teríamos que apagar também o que aprendemos com essas experiências. Todos os pensamentos, palavras e ações tem o seu efeito sobre a atual e a futura vida, não como uma recompensa ou castigo, mas como inevitável resultado da Lei de Causa e Efeito. A palavra karma significa “ação” e defini o que dizemos, fazemos e os seus resultados.

A Lei do Karma nos ensina que somos dotados de livre arbítrio e que cada um é responsável por seus próprios atos e arquiteto do seu destino. Um antigo texto védico chamado Shatapatha Brahmana (VI 2:2:27) afirma que “todos os homens nascem neste mundo moldados por si mesmos” Podemos usar nossa liberdade para decidir o que fazemos, mas não para controlar o resultado dessas ações, o que os outros fazem, os fenômenos da natureza, as nossas próprias emoções. O que podemos fazer é administrar o fluxo dos acontecimentos eliminando a resistência interna.

Prática
Quando brigamos, xingamos ou simplesmente pensamos em palavras violentas ou pessimistas contra algo ou alguém, atraímos energias negativas. Comece a rever e compensar isso. Bons pensamentos trazem boas vibrações do Universo. Com as palmas das mãos unidas em frente ao peito, em atmanjali mudrá, o gesto do agradecimento e do recebimento de energia, sentado em meditação, pense em alguém que precise de ajuda por meio de boas energia. Focalize seu Anahata chakra, o centro energético do amor universal localizado na altura do seu peito. Visualize uma luz de cor rosa em torno do seu corpo (cor que trabalha o equilíbrio emocional junto ao chakra cardíaco) vibrando a cada respiração. Após mentalizar essa prática por pelo menos 5 minutos, inspire profundo e expire verbalizando o mantra HAM que corresponde ao nosso centro do amor universal. Equilibre assim sua tolerância e compaixão com o universo. Um bom começo para as coisas começarem a dar certo.

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